quinta-feira, 19 de maio de 2011

Fotos

Nuances e fragmentos
De espelhos adversos
Decifram a lente de tantas cores

Mantras na fotografia
Refletem a imagem
Do calor que transfigura

terça-feira, 17 de maio de 2011

Sala

O azulejo alvo de parede fria
Ofusca minha percepção dos fatos
E a luminária está apagada

Agora sei quem sou

domingo, 15 de maio de 2011

Campos

Paredão cinza bloqueia
Lágrimas que caem da pedra
Aparadas pela natureza
Canela brava

Caracóis perambulam pelo verde
Corredeiras me perseguem
Enquanto a coruja dorme sossegada
Passeio

Passeio embaixo da pérgula
Corpos frutíferos vicejam

E nessa arte me componho

sexta-feira, 13 de maio de 2011

A luz que invade sem agonia
Traz com ela a canção
Carros canoros
Corpos carnosos
Reflexão


A intensa roda gigante
Onde a areia passa
Até o mergulho


O que será do amanhã?

terça-feira, 10 de maio de 2011


A ave berra ao som da palmeira
Onde o vento ligeiro
Rasga o céu

O homem ali prostrado

De pescoço inclinado
Varre a cena repentina
Sem pedir licença
Ao romper do dia

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Corre o tempo a beira rio
E o vento forte a jusante
Balança as camisas molhadas de sol
Sal que escorre pelo caminho túrgido  

segunda-feira, 18 de abril de 2011


A luz ao longe
Clara ilumina

Ela observa o asfalto úmido
Que flutua na direção do lago


Tristeza
Afago que se apaga
Na miragem do deserto

terça-feira, 12 de abril de 2011



A folha composta dança em meio ao refúgio
Onde linhas paralelas coalescem

Sentada
A cadeira vigia

Espia o imaginário templo
A espera do lírio
Na sala sete quatro