quarta-feira, 5 de maio de 2010

Cuidado



A mesa está solta


Sem placas de advertência


Como quadrúpede estupefato






Enquanto isso, os relógios passam


A ponta do grafite desgasta


E a areia insiste em cair

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Vulnerável ao processo
E criticamente ameaçado
Ele sopra brisa de sonhos
Aos dias que virão
Verão de novo

sábado, 24 de abril de 2010

O volume da garrafa tônica
Mensura o tempo presente
Que escorre faringe
E dissipa calor



Num momento de amnésia absoluta
E osmose compartilhada
Por todo gargalo
Borbulha

domingo, 18 de abril de 2010

ECO RUN PORTO ALEGRE

18/4/2010

5KM EM 27:37

sábado, 17 de abril de 2010

A chama metamórfica
ora amarela, ora rósea
incide sobre a face estupefata
da bomboniere incolor
no intervalo de uma noite
ligeiramente iluminada
O atrito do asfalto quente
amortece os pés latejantes
dos pontos isotônicos
de meio concentrado

terça-feira, 13 de abril de 2010

ANO DA BIODIVERSIDADE

sábado, 27 de março de 2010

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

As nuâncias de cores do alvorecer
Se entrelaçam no mato campo
Os pássaros celebram mais esse dia
No pomar da casa ao lado
Enquanto a caixa d´água me vigia

O barro molda o percurso vigente
E as tesouras estão inquietas
No caminho de Petit
Conto cascalhos

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Uma flor desabrolha                                             


Inalada de aromas, angústias, afetos


Enquanto os fonemas da corola dançam desajeitados




A estrutura aliterada bebe do cálice,


Toante, balança ao vento


E num instante, cessa




Ilógica, imatura


Interpreta ao bel prazer










Muda