domingo, 27 de fevereiro de 2011

"A gente nunca pode desistir de encontrar sentido no aparente absurdo de nossa existência"


(Moacyr Scliar)

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Raios do alvorecer guiam sem pretensão
Um breve silvo do bem-te-vi

E os olhos mareados
Não me querem mais
Quando tomo o grafite e redijo
Abdico
Deixo solto ao sol
Sou eu

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

A mancha


O sentido do poema é mácula na folha
O líquido contido em mim sorrateiramente evapora
Bebo no conspícuo silêncio da arte
Estou de volta

domingo, 13 de fevereiro de 2011

Essa água dura que refresca
A rocha tépida


Balança


Repuxa entre muralhas verdes
Onde o mormaço perpassa
Aquelas ondas

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

FELIZ 2011 A TODOS OS MEUS
CARÍSSIMOS AMIGOS. GRANDE BEIJO

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Cicatrizes


Válvulas lacradas no quintal
Zonas de turbulência
Onde a ventania revolveu o fulgor

domingo, 12 de dezembro de 2010

A brisa que descansa no limbo
É tão intensa como o calor que sinto

Nesse clima sereno
Caço palavras
Mas o dia amanhece lúgubre
Passeio público


Calada
Ela perpassa pedras
Contando o tempo

Pela noite vaga e cálida
O lume irradia ao acaso
O sorriso raso da menina