A umidade do ar
Me conduz em trilhas sem rumos
Onde corpos frutíferos vicejam
O poema, parte carne
Dilacera na pedra
E o calor verte tinto refúgio
A sombra do abajur na parede
Gélida o pensamento encravado
Enquanto a cortina de pano brisa
E o gato zomba da noite
Aquele rio que nasce lento
Vai acaldalando foz
E carrega consigo pretérito
Intenso
As rusgas que trazes
do outono onde o lírio germinou
Ainda são melhores que a sombra da encosta
E o acorde dedelihado sem pretensão
Ressoa ao sol raso
De um domingo na Rua Nunes
DIA 3 DE SETEMBRO
DIA DO BIÓLOGO
A sombra do abajour na parede
Gélida o pensamento encravado
Enquanto a cortina de pano brisa
E o gato zomba na noite
Acordo com aquele acorde
que rompe o silêncio
e almeja algo além
do simples fato de co-existir
E a metabolia, que servia de amparo
Como lâmina afiada na carne
Voa livre na flor lilás
Olhando além do vidro móvel
As luzes do concreto vivo
Entorpecem o som da sirene que passa
Onde o trailer roda, sem roteiro, sem nada
Doravante ao tempo retrógrado
De sinapses rompantes
E breu sóbrio
Ele retorna