quinta-feira, 3 de janeiro de 2013


Na casa alva
Leve
Passo o piso fosco

Rabisco risco
Rasgo

Vaso verde da janela

Conto raros cães vadios

Tela plana
Planos antiquados no quarto
Quadros pendurados ao acaso

Muro
Mudo

Por entre sequoias
Voo livre ao sul

Protejo projeto
Planejado ontem à tarde
Enquanto descanso na cadeira de balanço
Embaixo da sombra da jabuticabeira

Quieto
Passo a próxima página
Conto raros cães vadios
Regresso

Na casa antiga ao lado
Jardins franceses efêmeros
Portão entreaberto

Tormento de domingo passado

A todo instante
Roseiras são podadas


A corda ré desgastada de som
Retorno aquele dia
Casas vazias
Afônicas

Notícias velhas impressas no chão
Rabisco risco
Rasgo
Folhiço sujo de ontem à tarde
Olho manso
Pratos fartos sobre a toalha de renda fixa
Bolos
Bolores

Ainda tem você na sala

À sombra,
Murmúrios cálidos

Sinto cheiro de romã

Visto que ontem à tarde
Justo ali na sala ao lado
Ela contava conchas vazias
Sobre a colcha macia de lã

sábado, 1 de setembro de 2012

Convido para lançamento do meu primeiro livro de poesia infanto-juvenil, intitulado, O Fio da Vida - Ciência e Poesia, escrito juntamente com a minha amiga e colega Claudia Silva. Os primeiros lançamentos ocorrerão nos dias 27/9 (quinta) - as 17h30 e 29/9 (sábado) - às 10h, no Colégio Mãe de Deus. O segundo lançamento será no dia 11/11, às 18h na Feira do Livro de Porto Alegre.


sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Mudanças

Nesse inverno insípido
Sento a sombra do ipê
Onde segue o solo seco

Sina de quem vasculha
Estilhaços na folha de papel pardo

Prato farto sobre a mesa

Rolha esquecida na sala

Agosto

Brinco com as formas
Conforme pinto
Cálice

Mudo

sexta-feira, 10 de agosto de 2012


Carrego dentro de mim
Uma bússola
Tempos líquidos
Tímido
como raízes fasciculadas no quintal

Sorvo a ânsia das nuvens
Cheiro lírio que desabrolha
Colírio nos olhos castanhos

Lágrima efêmera
Minha maior aventura

Me equilibro entre molduras impostas

No deserto
As folhas produzem toxinas

domingo, 24 de junho de 2012


sábado, 23 de junho de 2012



A corda ré desgastada de som
Retorno aquele dia
Casas vazias
Afônicas

Notícias velhas impressas no chão
Rabisco risco
Rasgo
Folhiço sujo de ontem à tarde
Olho manso
Pratos fartos sobre a toalha de renda fixa
Bolos
Bolores

Ainda tem você na sala

À sombra,
Murmúrios cálidos

Sinto cheiro de romã

terça-feira, 15 de maio de 2012


Por entre frinchas de madeira de construção
Espio réstias de um mundo concreto
Restos de um muro com grades das grandes cidades
Preso ao texto de versos livres

Cálice tinto
Seco ao chão da sala
O universo numa casca de noz