Os primeiros acordes da manhã
As baladas temporais
Em ritmo frenético
De notas distorcidas
E uma partitura
Parte minha, parte tua
A neblina cinza daquela manhã
Eram apenas os olhos marejados
De um mundo tão distante
Cuidado
A mesa está solta
Sem placas de advertência
Como quadrúpede estupefato
Enquanto isso, os relógios passam
A ponta do grafite desgasta
E a areia insiste em cair
Vulnerável ao processo
E criticamente ameaçado
Ele sopra brisa de sonhos
Aos dias que virão
Verão de novo
O volume da garrafa tônica
Mensura o tempo presente
Que escorre faringe
E dissipa calor
Num momento de amnésia absoluta
E osmose compartilhada
Por todo gargalo
Borbulha
ECO RUN PORTO ALEGRE
18/4/2010
5KM EM 27:37
A chama metamórfica
ora amarela, ora rósea
incide sobre a face estupefata
da bomboniere incolor
no intervalo de uma noite
ligeiramente iluminada
O atrito do asfalto quente
amortece os pés latejantes
dos pontos isotônicos
de meio concentrado